Salve, nação tricolor. 

Hoje quero entrar em um tema espinhoso, que gera um grande debate entre gerações: afinal, Luciano é ou não é ídolo para o torcedor do São Paulo?

E a minha resposta é: sim.

Comecemos por uma definição de ídolo no futebol:

“É um jogador que desperta intensa admiração, paixão e devoção nos torcedores, tornando-se uma referência, um modelo a seguir e, frequentemente, um símbolo de identidade do clube. Mais do que títulos, a idolatria é construída por identificação, entrega em campo, superação e comportamentos que honram a camisa.”

Luciano se encaixa nesse conceito. Ele é ídolo para uma geração que não viu grandes conquistas, nem grandes jogadores vestindo a camisa do clube. Sua idolatria foi construída justamente por identificação, entrega em campo, superação e comportamentos que honram a camisa. Para essa geração, ele se tornou um símbolo de identidade do São Paulo.

Eu diria que Luciano é um ídolo de uma época de vacas magras.

No futuro, quando o São Paulo voltar a ser protagonista, Luciano não aparecerá nas listas de ídolos da história do clube. Para alguns, será lembrado de forma semelhante a Luís Fabiano: um ídolo de um período difícil, cuja idolatria não se construiu a partir de títulos relevantes com sua digital, mas sim pela identificação, entrega, superação e respeito à camisa em tempos de escassez.

Esse assunto, no fundo, nem deveria ser tratado como debate. Idolatria é algo pessoal. E para a geração atual, que não viu Raí, Rogério Ceni, Lugano, Leônidas da Silva, Pedro Rocha e tantos outros, Luciano é, desde 2020, o único jogador que reúne essas características de forma consistente.

Portanto, ainda que não seja para mim ou para você, Luciano é, sim, ídolo para uma geração de torcedores do São Paulo.


Fiquem bem,

 

Guine

 

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